edições | notícias | contato

Home > 21 | Materia > Publicado em 3 de março de 2008

Carnaval Blackwater

Carnaval é sinônimo de festa e alegria no Brasil, porém não foi isso que aconteceu no Havaí considerando o motivo maior da presença de tantos brasileiros nas areias de Pipeline e afins. O mar não deu sinal de vida do dia 19 de janeiro ao dia 7 de fevereiro, bem na data do carnaval no Brasil. “Foram mais de 10 dias sem fazer nada, tédio total” comentou Pedro Tojal, fotógrafo que acompanhou os brasileiros durante toda a temporada havaiana. O boato de uma “Mardi Grass” em Waikiki levantou a bola de uma possível festa à fantasia bem na data do carnaval. Seguindo a cultura brasileira, não restaram dúvidas para a nova geração juntar os trapos e partir em formação para conferir a festa tipicamente americana em plena China Town havaiana. “O carnaval foi muito maneiro, ninguém esperava por isso em pleno flat havaiano. A galera toda fantasiada colocou a Town de cabeca pra baixo. Só tinha gringa linda pra fazer a felicidade da galera. Foi muito bom!” disse Pedro Scooby, fantasiado de travesti.

Felipe "Gordo" Cesarano. Foto: Pedro Tojal

Felipe "Gordo" Cesarano. Foto: Pedro Tojal

Chegando lá, não foi surpresa quando viram que os organizadores eram brasileiros, mas não havia um ser humano fantasiado. Quando o bonde de “brazilian nuts” chegou com alegorias e adereço a festa parou. “Foi animal , a galera ditou o ritmo da festa , fazendo uma festa morta virar uma night no meio da rua. Sem dúvida o melhor carnaval da minha vida!” lembrou Jerônimo Vargas, fantasiado de cafetão. Os brazucas se sentiram em casa e não perderam tempo para apavorar gringos e troianos em pleno solo havaiano. Diante da bagunça, os brasileiros viraram imã de malucos e os mais diferentes personagens colaram na galera para curtir com a vibe brazuca. “O carnaval foi uma surpresa para mim, estava achando que iria passar em branco a festa popular brasileira mais incrível, mas brasileiro sempre da um jeito em tudo” disse André Pastori, fantasiado de caipira.

Gabriel Pastori. Foto: Pedro Tojal

Gabriel Pastori. Foto: Pedro Tojal

Depois de tanta festa e bebidas foram vários momentos de reflexão. A temporada deu pouca onda e com isso o crowd se multiplicou para os brasileiros. Já com dificuldade de aparecer e pegar as boas depois do flat, nos poucos mares que quebrou boas ondas, eles tiveram que se jogar mais do que o normal. “Todos estavam um pouco insatisfeito com a temporada, mas como a ilha nunca decepciona não demorou muito para começar a bombar os dias clássicos do North Shore” disse André Pastori analisando a temporada.Os locais mais uma vez fizeram o dever de casa e bloquearam qualquer chance de estrangeiros nas principais capas de revistas. Entre os brasileiros, os destaques dos mares respeitáveis foram os estreantes Hugo Bittecourt e Gabriel Pastori. “Minha primeira temporada no Hawaii com certeza superou minhas expectativas. Consegui pegar altas mesmo nos lugares mais disputados como Pipeline. As ondas começaram a bombar mais do inicio para o meio de fevereiro e a maquina não parou mais. Fiquei 8 dias parados por causa de um corte no cotovelo que me rendeu 15 pontos. Foram dois meses muito produtivos nos quais pude pegar altas ondas sempre com meus amigos” analisou Gabriel Pastor. “Os dois, sem apoio financeiro, foram os destaques brasileiros da nova geração nessa temporada” disse Luiz Blanco, fotógrafo da BlackWater.v

Marco Giorgi. Foto: Blanco

Marco Giorgi. Foto: Blanco

O melhor swell da temporada foi o da semana do 6th Annual Da Hui Backdoor Shoot Out, mas ninguém era autorizado a surfar durantes as baterias. Outro mar de destaque foi o swell do dia 18 de janeiro. “Dia 7 de fevereiro foi o melhor swell desse mês, mas nenhum brasileiro se criou” disse Luiz Blanco. Dia 15 de fevereiro os brasileiros finalmente fizeram a mala e arrebentaram nas grandes ondas de Pipeline. Estava rolando um churrasco na Volcom House em comemoração ao aniversário do local Danny Fuller. “Sempre rezo para dar onda no aniversário dele por que todos estão sempre festejando e os brasileiros fazem a festa” disse Felipe Cesarano.

Hugo Bittencourt. Foto: Blanco

Hugo Bittencourt. Foto: Blanco

A temporada terminou e mais uma vez o resumo é que quanto mais tempo os brasileiros treinarem em ondas havaianas, melhores performances conseguirão. A nova geração representou a bandeira verde e amarela na ilha de Oahu e com certeza surfaram altas ondas no meio de um crowd absurdo. Ano que vem tem mais.

VN:F [1.7.5_995]
Confira também:

Envie uma carta para a Revista Blackwater

Nome:

Email:

Mensagem:

Desejo receber novidades da BlackWater

Deixe seu Comentário


Spam protection by WP Captcha-Free