Após nossa primeira temporada em terras mexicanas as impressões eram as melhores possÃveis. A Blackwater não só passou a assinar embaixo do pico como sentenciou: quer fazer uma viagem sem nenhum risco de desespero por falta de onda? Vai pro México. Nos trinta dias que “quedamos” em Puerto, terral, água quente e ondas tubulares com no mÃnimo um metro e meio eram mais certos que o cantar do galo pelas manhãs, que costumava atrasar ou nem mesmo se manifestar em alguns dias, provavelmente devido ao calor intenso que nem durante a noite dava trégua. Ao chegar esse ano em Puerto notamos que o calor continuava o mesmo, por outro lado as ondas nem de perto lembravam as do ano anterior. Após a ondulação gigante que varreu a praia de Zicatela no dia 24 de julho, passou praticamente um mês sem dar onda boa em Puerto Escondido. Marola, mexido e fechando, foram os termos que por um bom tempo definiram o surfe diário. Por outro lado uma frase sempre se repetia quando alguém estava olhando o mar: “se fosse no Brasil iam dizer que esse mar tá clássico”, ou seja: mesmo ruim, tinha umas ondas. E além de Puerto, os picos secretos ao longo de Oaxaca eram uma opção. Quem tivesse tempo, dinheiro e, principalmente, disposição, poderia surfar marolas perfeitas sem ninguém por perto. Mas a verdade é que a Blackwater não veio para o México atrás de marolas. QuerÃamos as bombas! Os tubos! E depois de chegar próximo ao desespero, respiramos aliviados na manhã de 23 de agosto. A máquina fora ligada e durante quatro dias Zicatela quebrou como “nos bons e velhos tempos”. Quatro dias tão pesados que valeram por um mês inteiro.
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Fotos: Luiz Blanco e Gustavo Camarão










