edições | notícias | contato

Home > 39 | Materia > Publicado em 17 de setembro de 2009

Redescobrindo o Chile

Redescobrindo o Chile3.052
 Diego Medina, se sentindo mais em casa do que nunca. Foto: Cris Burkart

Diego Medina, se sentindo mais em casa do que nunca. Foto: Chris Burkard

Quanto você acha que vale uma onda perfeita vazia nos dias de hoje? Quase nada? Milhões? Não tem preço? Cada um lançará uma oferta e alguns fatores devem as influenciar. Fissura e habilidade levam a projeção subjetiva do que é a perfeição, e quanto ela vale. Preciso mesmo só que, alheio a qualquer tipo crise, nosso produto (as ondas) está em valorização no mercado, pois sua oferta está cada vez mais escassa graças ao aumento constante da demanda ( crowd ). Anos atrás, algumas horas de avião eram suficientes para fugir dos centros populosos e surfar sozinho. Atualmente, nos tempos do Google Earth, é praticamente impossível. As praias andam superlotadas e o surfe está em todos os cantos do planeta. A distância não é mais um trunfo do “surfista explorador”, e escalas e horas de espera podem não significar mais nada quando um grupo de surfistas locais surge naquela ilha paradísiaca no meio do nada. A dica para quem ainda quer achar ondas vazias é focar a busca em lugares inóspitos. Tente uma mistura de temperaturas extremas, ambientes desérticos, acessos restritos, pedras afiadas e mais o que imaginar de adversidade para incrementar o cenário ameaçador.

Cansado de tubos, Peter Media resolveu dar umas "rasgadinhas".

Cansado de tubos, Peter Media resolveu dar umas "rasgadinhas". Foto: Chris Burkard

O Chile é assim. Sua costa ainda é um grande mistério, apesar do potencial de ondas ser comprovadamente altíssimo. A quantidade de picos, em sua maioria esquerdas, que quebram sem nínguem por perto nos dias de boas ondulações surpreende quem está acostumado a lugares comuns. Mas o Chile definitivamente não é comum, seus 4.630 quilometros de costa beiram uma região do oceano pacífico onde constantemente grandes ondulações se formam. Na temporada, dias de seis pés de onda viram rotina. Mas foi exatamente para sair da rotina que publicamos essa matéria, onde foi explorada uma área ainda pouco conhecida. Não podemos revelar o local nem nome, mas acreditamos no seu talento em navegar pelo Google Earth e, dependendo do valor que você der a essas ondas, você vai pagar qualquer preço para achá-las.

Confira a galeria de fotos:

VN:F [1.7.5_995]
Confira também:

Envie uma carta para a Revista Blackwater

Nome:

Email:

Mensagem:

Desejo receber novidades da BlackWater

Deixe seu Comentário


Spam protection by WP Captcha-Free