
Quando o bicho ta pegando são poucos que mantém o estilo, Hizunome Bettero na rota exata. Foto: Borghi
Não faz nem um mês, um forte terremoto atingiu a ilha de Sumatra deixando mais de 700 mortos e milhares de feridos. Não foi um caso isolado, de uns anos para cá é mais frequente. Próximo dalÃ, em 2004, ocorreu o terremoto que gerou o tsunami, 9,15 pontos na escala, resultando nas ondas devastadoras. Mesmo não sendo das áreas mais frequantadas pelos surfistas, os reflexos desses abalos podem ser vistos em todo o arquipélago, e logo alà perto ficam as Mentawaii e também Nias. Na contra mão dos fatos, os line ups indonesianos estão cada vez mais lotados, chegando ao extremo em Bali e Desert Point no auge da temporada. Isso prova que a Indonésia, com todos os ricos, continua sendo o sonho da maioria dos surfistas. Por que? Burrice? Instinto auto destrutivo? Talvez um pouco também. Mas em primeiro lugar, porque o tursimo movimenta uma bela fatia da arrecadação local, ou seja, ele não pode parar e as entidades de lá sabem disso. PoderÃamos mostrar gráficos e estudos que provam o quanto a economia depende dos “gringos” e seus dólares e euros.
Mas você não deve estra muito interessado nisso, para falar a verdade, nem nós. Somos uma revista de surfe, e vamos nos agarrar ao segundo argumento pelo qual ainda muita gente sonha em vir para essas ilhas: tem altas ondas! Direita, esquerda, tubular, manobrável, marola e até uma grandes; o cardápio é completo por lá. Durante anos, as imagens feitas nas ilhas foram o melhor marketing para convencer qualquer um da perfeição que é o surfe por lá. Então, pelo menos por um momento, esqueça tsunami, terremoto e devastação. Aproveite o que de melhor a Indonésia tem para ofercer e agradeça por ser surfista.
Fotos: Ricardo Borghi










