
A surpresa da temporada foi o Pipe clássico que quebro ainda em setembro. De resto tudo continua igual, Jamie Sterling inspecionando as da série. Foto: Bruno Lemos
Toda temporada havaiana parece igual e falar sobre ela se torna até redundante. Mudando algumas datas, um swell gigante ou outro que acontece de anos em anos, ou aquela vez que quase não dá onda, nada mais muda muito…é isso, pode fechar a conta e trazer a notinha. E mais um ano vai e outro vem. Algumas caras são novas, é verdade, mas o crowd é sempre a mesma chateação. Falar da temporada havaiana é chover no molhado. É dizer que Jamie Obrien vai descer a escadinha de sua casa para pegar um tubão em Pipe/Backdoor, dizer que algum louco atirado vai pegar a bomba do dia, e terá muitas chances de tomar a vaca do dia, mas mesmo se não o fizer, outro o fará.
Dizer que Jack Johnson vai estar pegando umas marolas em um fim de tarde em Rocky Point, tranquilho como a batida de seu violão, mas um pouco mais a esquerda, algum muleque vai estar mandando uma manobra inovadora, que certamente vai encartar em todas as revistas , sem antes ser divulgada na internet, pode ser até que esse aà seja um “coroa” como Tim Curran. Dizer que no melhor V-Land da temporada, o mar vai estar cheio de locais, garotos, mulheres, e até profissionais, e que provavelmente alguma confusão vai rolar, se não for em Velzyland, será em algum dos picos mais a frente. Dizer que um dia o mar vai subir, e vai rolar Waimea, ou aquele Sunset enorme, onde alguns estarão debutando nessas condições, e outros apenas tirando a poeira das guns mais uma vez. Por fim, toda temporada havaiana merece atenção, pois toda temporada havaiana gera momentos únicos, emocionantes e incrÃveis, apesar de serem todas iguais.










