Nem tudo é reggae na Jamaica. Embora conhecida no mundo todo, cantada em verso e prosa pelo cantor e compositor Bob Marley (1945-1981), ícone do estilo musical, a ilha tem muito mais a oferecer. E foi em busca do inusitado que o surf team da …Lost, Igor Moraes e Yuri Castro, acompanhados de mais um surfista amigo da dupla, Fernando Fanta, embarcaram rumo à terra do reggae.
O trio, juntamente do cinegrafista Pablo Aguiar e do fotógrafo Moisés Tupinambá, aterrisou em Kingston, capital da Jamaica. Lá foram direto para o Jamnésia Surf Camp, de Billy Wingnot, que fica na região de Bull Bay. Eles poderiam optar por ficar na parte turística, do outro lado da ilha, mas a intenção do grupo era mesmo curtir as melhores ondas. E, além delas, puderam viver a fundo a cultura do lugar, pois ficaram hospedados na pousada de uma família de rastafáris que também tem o surf em suas raízes.
Visitar um lugar que não tem tradição em ondas, foi um desafio para os surfistas. A Jamaica é um país a ser explorado, pois muitos ainda não sabem do potencial dos mares da região. Igor, Yuri e Fanta, chegaram lá sem saber ao certo o que encontrariam. O resultado foi uma ótima surpresa para todos, durante os 15 dias que permaneceram na ilha conseguiram pegar dois bons swells com vento. “A vibe no mar é muito boa. No Havaí, por exemplo, tem um bairrismo pesado. Aqui na Jamaica isso não acontece, pois os locais tem prazer em surfar com a gente. E não existe crowd”, explica Yuri.
Nos dias que já amanheciam ventando, o glass do mar durava em média três horas, entre 6h e 9h da manhã. Em alguns pontos da Jamaica, perto de Kingston, no sul da ilha, como Lighthouse, Makka e Copacabana, encontraram uma enorme quantidade de reef breaks, de boa qualidade. “Por ser de pedra e coral, o fundo do mar do país é o melhor para formação de ondas”, diz Igor.

A terra do Bob Marley proporciona excelentes momentos para voar, Yuri Castro getting high! Foto: Moisés Tupinambá - Divulgação Lost
Além de Bull Bay, os atletas foram conhecer a região de Port Antonio, com boas praias para o surf. O local, que serviu de cenário para o filme “A Lagoa Azul”, é realmente paradisíaco e serviu de inspiração para mais um dia de ondas.
Outros pontos visitados pela trupe foram Ocho Rios, cavernas com rios submersos, Mausoléu do Bob Marley e muitas cachoeiras. Os últimos dias foram dedicados ao conhecimento da cultura local, onde os surfistas visitaram o Bob Marley Museum, outros bairros ao redor de Kingston, diversas praças e feiras de artesanato local.
A Jamaica foi uma das culturas mais diferentes já vividas pelos atletas. Eles puderam perceber isso ao assistirem um show no jardim de seus quartos, um encontro de vários artistas diferentes, todos com influência do reggae, mas com um toque contemporâneo.

Na jamaica o céu parece estar mais perto da terra, é hora de se refrescar. Yuri Castro. Foto: Moisés Tupinambá - Divulgação Lost

Nova geração exercitando o corpo para a noite exercitar a mente... Foto: Moisés Tupinambá - Divulgação Lost

O calor é intenso na américa central, protetor solar e uma camisa são indispensáveis. Foto: Moisés Tupinambá - Divulgação Lost

Yuri Castro, até a última ponta, ops, até o último raio de luz. Foto: Moisés Tupinambá - Divulgação Lost
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