Home > Live from Hawaii | Noticias > Publicado em 4 de dezembro de 2009

Cala-te Sunset

A galera se juntou para ver a surfistada tomando na cabeça.

A galera se juntou para ver a surfistada tomando na cabeça.

Pensando em números, foi um péssimo dia para o Brasil. Dos oito atletas canarinhos que entraram na água, apenas dois se classificaram nessa quinta feira. Mas, talvez para compensar, foi um dia de grandes surpresas.

Como previsto, o mar estava gigante, muito difícil e, só para completar, totalmente incerto, tal como Sunset costuma ser. Randy Rarick, diretor de prova, estimou as ondas em 12 pés no “inside”, e 20 pés nas bancadas lá fora! Mas o evento não podia se dar ao luxo de parar, ainda mais sabendo que em poucos dias, estará maior ainda, com grandes chances de ultrapassar os limites do pico. Como bem disse nosso amigo e comentarista Chalita logo no início do evento: entrar no mar já era um grande feito. Eu peidaria sem pestanejar.

A primeira grande surpresa aconteceu na sexta bateria do dia, a décima quarta do round dos 64. Alejo Muniz não se intimidou com o tamanho das ondas, nem com o status de WCT de Adrian Buchan, nem com a moral local de Flynn Novak e, muito menos, a necessidade do Pedra de pontuar para se classificar à elite. Foi lá fora e fez o “high score” da bateria, um 8,67 que o garantiu a segunda colocação e a passagem para as oitavas. Não contente, o garoto, de apenas dezenove anos, repetiu a dose e na última bateria do dia carimbou seu passaporte para as quartas, novamente passando em segundo, dessa vez com Bede Durbidge. É mole? Custa nada lembrar as condições, Sunset fora de controle. Parabéns Alejo.

Alejo, maioridade nas ondas havaianas.

Alejo, maioridade nas ondas havaianas.

Mas o ápice do evento foi exatamente o momento que a praia se calou, pelo menos sua parte composta pelos mais críticos. Depois de um tempo boiando no outside, Jihad Khodr dropou uma bomba e…bem, fui mais um que tive que calar a boca, então expresso-me através das imagens a seguir.

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O dia foi de festa também para a família Gudauskas. A brincadeira começou com Patrick, que passou em segundo a décima bateria do round dos 64. Logo em seguida, na décima primeira bateria do mesmo round, Dane levou bonito, fazendo a mala até do sr. Jordy Smith. Sem dar tempo para respirar, os irmãos coragem ganharam mais uma em sequencia, a décima segunda bateria ficou com Dane. E não para por aí, em uma disputa inédita, os três irmãos cairam juntos nas sexta bateria das oitavas, somando-se a eles o queridinho local Mason Ho. Tanner, que estava a porta do WCT, recebeu uma grande ajuda de seus manos que, como ele mesmo disse, “ficaram de caddies lá fora”. Resumindo, a bateria ficou entre Ho e o Gudauskas do meio. E não é que Tanner levou na boa? Patrick, já classificado para o WCT, fez 2,64 e Dane, sem chances nesse ano para entrar na elite, fez 5,34. Festa na areia e em San Clemente.

Festa em família, agora só falta um: Dane. Vamos roubar o DNA desses caras!

Festa em família, agora só falta um: Dane. Vamos roubar o DNA desses caras!

Quem também teve muitos motivos para comemorar foi Daniel Ross, que pode se declarar campeão mundial do WQS. Nem Jadson, nem Wright, quem ficou com a taça foi o “come quieto” australiano.

Outros destaques: Adam Melling, surfou com uma prancha 7′0” ( tinha gente até de 8′4” ) e foi o primeiro a optar por ondas mais no inside, fez até Joel Parkinson parecer um quarentão enferrujado e definiu os padrões da competição na melhor performance do dia, um 16,50. Pancho Sullivan, mostrou preparo físico além do habitual conhecimento e habituais rasgadas.

Pigmeu, protagonista da dobradinha brasileira na fase anterior, amargou, nas oitavas, a derrota junto com William Cardoso. Dormiu no ponto e não conseguiu a vaga para o CT.

Pigmeu, protagonista da dobradinha brasileira na fase anterior, amargou, nas oitavas, a derrota junto com William Cardoso. Dormiu no ponto e não conseguiu a vaga para o CT.

Também seguem na briga: Sunny Garcia e suas rasgadas ainda furiosas, apesar de mais cansadas. Os dois que irão cobrar os penaltis da final do mundial, Parko e Fanning. E o bom e velho Knox.

Parko não disfarça, está de olho na disputa em Pipeline.

Parko não disfarça, está de olho na disputa em Pipeline.

Confiram os melhores momentos do dia.

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  1. Big rider disse:

    É isso ai veio, Jihad eh isso mesmo, todo mundo subestima mas ele é o cara! paravens veio, nos aqui de matinhos estamos com vc!

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  2. Surfistao disse:

    esse sunset tava de mais manoooouuu! aaaltas ondas!!1 parabens jihad

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  3. Mr Pipe disse:

    Quero ver a performace dele em pipiline… mas de qualquer forma Jirrá estah de parabens…

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  4. Brazillian COach disse:

    Acho que eles precisam de um bom técnico de surf, os Hobgoods investem alto nisso, só os brasileiros não percebem a real importância disso e apostam em qualquer “entendido” para chamar de tecnico e gastar um pouco do $$

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