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Home > 42 | Materia > Publicado em 23 de dezembro de 2009

Eddie vai para Tuamotus

Muito diferente da badalação havaiana, e distante também, um grupo de tahitianos cercou a ondulação monstruosa que havia passado dias antes no Havaí e surfou algumas das maiores direitas já registradas na região. O destino escolhido? Uma das 78 ilhas Arquipélago de Tuamotu, Polinésia Francesa. Agora qual delas? Impossível revelar.

Com certeza "Ediie would go". Thierry Domenech numa bomba! Foto: Tim Mckenna

Com certeza "Ediie would go". Thierry Domenech numa bomba! Foto: Tim Mckenna

Segredos a parte, a equipe foi composta apenas por locais. Vetea David foi o incentivador de tudo. Há quase um mês de férias nos atóis de Tuamotu com sua namorada, ele passa os dias pescando e surfando ondas incrivelmente perfeitas, quase sempre sozinho. Nessa ocasião tão especial, Vetea não pensou duas vezes em convocar seus amigos para a festa, incluindo o fotógrafo Tim Mckenna. David até construiu, no dia anterior as grandes ondas, uma espécie de torre de madeira em frente ao pico para facilitar fotos e filmagens. A mais: jet ski, barco, pranchas de tow-in, comida e cerveja gelada. Poto, como Vetea é conhecido entre os amigos, cuidou de tudo.

Os convidados trataram de não perder tempo. Raimana Van Bastolear, Thierry Domenech, Arsene Harehoe e Teiva Joyeux estavam no Tahiti, principal ilha da Polinésia Francesa, e para eles a viagem foi curta. Alain Riou surfou o Waimea gigante no dia anterior ao Ediie Aikau, mas tratou de providenciar sua passagem de volta ao saber das notícias nos atóis. Manoa Drollet também estava no Havaí, mas em Maui ao invés de Oahu. Drollet pegou umas bombas em Jaws com seus parceiros de equipe Mike Parsons, Luke Egan e David Rastovich, mas fez questão de agendar seu voo para o Tahiti e partir de lá direto para Tuamotu, onde se juntou ao resto do time.

Teiva Joyeux, nos fazendo até lembrar de Waimea. Fotos: Tim Mckenna

Teiva Joyeux, nos fazendo até lembrar de Waimea. Fotos: Tim Mckenna

As condições eram inacreditáveis, mas aproveitá-las não era fácil. Havia tanta água se movimentando sobre a bancada de coral que uma corrente absurda se formava no pico, parando só quando a maré acertava. “O pico se transformou numa máquina de ondas, aumentando e diminuindo de intensidade de acordo com a maré. Era difícil saber o momento certo de cair na água. “Ficamos horas na praia só olhando os tubos imensos quebrando no meio daquela corrente toda.” descreveu Tim Mckenna.

“Nossa escapada para Tuamotu durante essa ondulação foi uma benção comparada à crowd, engarrafamento e invasão da mídia em lugares como Waimea Bay, Pipeline ou Peahi em Maui, onde jet-skis, barcos e helicópteros completam o crowd e nenhuma onda passa sem ser surfada e registrada. Eddie deveria aparecer mais vezes por aqui.” brincou Mc-Kenna, com um sorriso proporcional ao tamanho do mar.

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