Home > Live from Hawaii | Noticias > Publicado em 27 de dezembro de 2009

O nome da matéria

Pra quem não sabe, a matéria “Waimea: Modo Sobrevivência” teve esse nome graças ao Junior Faria, que em seu relato utilizou este termo para descrever suas emoções quando estava prestes a tomar uma das maiores da série na cabeça, confira o relato na íntegra:

Junior Faria dirigindo pelo North Shore.

Junior Faria dirigindo pelo North Shore.

BW-  Como foi o swell de Waimea, do dia 7 de dezembro?
O swell foi gigante! Rsrs, algumas séries fechavam a baía e mais p o fim da tarde praticamente de meia em meia hora entrava uma série fechando tudo. Dizem que foi um dos maiores dos últimos tempos, estava balançado e o vento não era exatamente terral, estava meio assustador.

BW- Que horas você chegou?
Cheguei junto com o Jê lá pelo meio do dia, passamos a manhã procurando uma prancha pra cair já que não tinhamos uma waimea gun. Quando chegamos na praia o Gordo, Stephan e Ricardinho ja haviam saído da água e nos emprestaram os leashes.

BW- Como estava seu quiver?
Meu quiver estava ótimo! Pena que pra waimea estou sem equipamento há dois anos, vendi uma waimea gun que já prestava mais pra mim e desde então não consegui achar outra gun boa e que tenha condições de bancar.

Graças ao Bruno Lemos que me emprestou sua 11 pés pude curtir esse swell, claro que se quebrasse teria que comprar outra pra ele né! Mas ele foi super tranquilo e me emprestou sem problemas.

BW- Como estava o clima no outside?
Estava tenso, não era um dia descontraído nem de diversão. Os únicos dando risada na água eram o Bruce Irons, Shane Dorian e o Kala e mesmo esses psicopatas fechavam a cara quando entrava a série.

Quando foi caindo a tarde então mais ninguém estava de brincadeira, todo mundo sabia que a coisa estava bem séria.

BW- Da galera brasileira, quem você destacaria?
Acho que todos que entraram merecem destaque, mas das ondas que eu vi a do Camarinha foi a mais irada, um drop vertical e ele botou pra baixo.

Todos pegaram altas ondas e passaram por situações intensas e na verdade eu vi poucas ondas da galera, e das que eu vi essa do Camarinha ficou na memória.

BW- Conta um pouco do que passou na sua cabeça quando quase levou uma das maiores na cabeça? Além da visão do inferno, o que mais vc viu?

Quando eu vi a série apontando no outside ja era meio tarde porque tinha remado na da frente e não entrei, então não vi muita coisa só abaixei a cabeça e remei com tudo que eu tinha. Quando estava quase chegando perto da onda levantei a cabeça pra olhar de novo e vi que todo mundo estava passando no limite e ainda faltava um bom pedaço pra eu chegar junto do crowd, aquele monstro ja estava dobrando e o lip na esquerda ja tinha quebrado fazendo uma esquerda gigante no meio da baía, aí abaixei a cabeça de novo e tentei falar pra mim mesmo: “A onda vai quebrar, isso ta acontecendo agora, é agora.” E depois foi aquele nó na garganta e entrei no “modo sobrevivência” rsrsrs. Remei mais forte ainda sem olhar e quando cheguei perto da base subi na prancha e pulei, mergulhei e fui arrastado alguns metros pela onda mas graças a Deus não voltei com o lip e consegui sair do outro lado.
Foi bem intenso, nunca senti tanto medo na vida, nem de avião, nem de tubarão, assombração, sei lá. Nada me deu tanto medo na vida. Eu era um pinto no lixo ali na frente daquele monstro. Se aquilo tivesse me pego de jeito nem sei o que ia acontecer.

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  1. franklin b. de oliveira disse:

    gostei muito de ver minha inlustração sair na fluir de dez/2009.Foi bacana d+, valeu espero ganhar a prancha. sou fan da fluir a mais de 17anos.valeuuuuuuu…………….

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